Lucca nem sentiu a dor da queda.
A adrenalina e o pânico de perder Ive eram anestésicos mais potentes do que qualquer remédio.
Cambaleou em direção ao portão, porque ali era onde morava a esperança, talvez uma esperança infantil, ainda assim, a única que tinha.
— IVE! Eu preciso falar você!
Gritou, tropeçando no caminho de pedras, mas Ivan o alcançou tão rápido que Lucca sentiu que estava preso outra vez.
Não houve gritos nem socos.
Ele não sabia fazer isso, estava acostumado a obedecer, a aceitar que o erro merecia punição, mas aquele castigo estava doendo bem mais do que cada uma das surras que levava de Mayana.
O pai de Ive segurou o afilhado pelos ombros e o fez parara.
— Chega, Lucca. Você já fez besteira demais por hoje. Ela se foi. Você não vai atrás dela.
— Mas... mas o sangue, padrinho! Ela me escolheu primeiro, eu só... eu só preciso dizer que entendi!
Ele queria explicar, mas parou quando se lembrou que a mãe o proibiu de falar sobre sexo. A respiração ofegante se mist