Lucca demorou até conseguir chegar à casa de Ive, tropeçou algumas vezes, bateu o joelho em um banco, não se lembrava mais de como era aquele lugar.
Caiu já no degrau da casa de Ivan, bateu na porta antes de se levantar, a pressa de falar com a namorada o fez esquecer do mundo.
As palavras de Lara esclareceram e doeram na mesma medida.
— Ela se sentava todos os dias na mesma árvore que vocês ficavam quando eram crianças. Chorava de saudade e brigava qualquer um que ousasse dizer que você estava morto. Acha mesmo que ela ficaria com outra pessoa?
— Mas é errado?
— Não é errado, bebê. Só não é verdade, entende? Ela acha que você não acredita no que ela sente.
— Mãe, o que eu faço?
— Pensa, Lucca. Só pensa. Vocês sabem o que viveram juntos, antes e agora. Eu não vou te dizer o que fazer, você precisa entender isso sozinho.
Muralha já foi mais enfático, talvez tenha sido a primeira vez que Lucca viu o pai realmente bravo com ele.
— Você é meu filho e eu te amo com a minha carne, m