— Ive, qual o número dela, pai?
Muralha, exatamente como fazia quando o pedido era por livros, apenas segurou o aparelho e fez o que o filho pediu.
— Primeiro número, salvei como namorada. Pode mudar depois.
Lucca segurou o celular contra o peito e saiu... Embaixo da laranjeira ele enfim discou.
Chamando...
Lucca esperou e cada tuuuum… tuuuum… parecia que o mundo se dissolvia naquele som. A camiseta pulsava com as batidas do coração do rapaz.
Ele não sabia o que dizer, mas precisava ouvir a voz dela, mesmo que Ive dissesse que não queria mais.
Falou sozinho com as costas encostadas na laranjeira.
— Atende Ive, só um pouquinho.
Enquanto isso, a centenas de quilômetros, Ive estava sentada na cama espaçosa do próprio apartamento, uma música animada tocando, uma garrafa de vinho pela metade.
Estava concentrada, pintando as unhas dos pés de um vermelho tomate que tinha acabado de chegar.
Daniel, um colega da faculdade, estava deitado na poltrona rolando feeds de uma rede social qual