Entre o medo e o abraço.
Antônio estava deitado.
Ouvindo o som dos grilos, sentindo enquanto um deles andava em sua perna.
A sensação de cocegas era diferente para ele.
A voz de Ive entrou em seus ouvidos como se recebesse um tiro que o atravessou ao meio.
Não tinha certeza, mas parecia real.
Mayana não estava em casa e a sua única companhia deveriam ser os grilos.
— Ive?
Antônio não conseguia ficar em pé no barraco. Era mais baixo do que ele.
A perna latejava, o esforço de chegar em casa tinha sido mais do que podia a