As ruas pareceram maiores para ela.
Ive olhava ao redor sem conseguir se concentrar em nada que não fosse aquela foto.
— Ele está bravo comigo!
Lívia respondeu fingindo tranquilidade, mas sabia que era bem provável. Ela estaria brava.
— Você não fez nada.
— Mas parece que a minha vida é feita por imbecis! Ele deve ter ficado tão triste.
— Calma, vamos achar.
Ive também queria acreditar nisso.
O rapaz era cego e estava machucado. Não parecia possível que ele conseguisse desaparecer tão rápido.
Queria saber quanto tempo tinha aquela foto.
O coração apertado, não sabia o que estava acontecendo. Se ele estivesse nervoso poderia não ouvir os carros.
Começou a chorar com a possibilidade.
Um choro tão desesperado que fez até mesmo Lívia se assustar.
— O que foi?
Ive não sabia explicar. Só tinha tanto medo de perder Antônio que chegava a ficar sem ar.
Rodaram por horas e não o encontraram.
Lívia estacionou em frente ao prédio da colega e entregou as chaves.
— Eu preciso ir. Tenho que buscar a