Lucca acompanhou a caixa em que Mayana estava. Lara esperou fora de uma espécie de detenção que mantinham ali.
Era um lugar digno demais para abrigar alguém capaz de queimar o rosto de uma criança, mas não falou nada, tinha medo de que o filho ficasse com raiva dela.
Muralha ficou com o filho até que a falsa cigana fosse posta em uma espécie de esteira no chão.
Quando os soldados da máfia saíram ele guiou o filho até Mayana.
— Ela está dormindo, mas pode ver. Está quente, filhão.
— Pai? Ela pode ficar aqui para sempre?
— Não.
— Prender ela, pai. Lucca queria ter raiva, deja fez eu ficar muito feio e Ive tem vergonha de mim, mas eu não quero que ela morra.
Muralha sabia se conseguiria atender aquele pedido do filho além disso, não gostava da ideia. Pessoas com raiva tendem a acreditar que estão certas.
Ele sabia disso.
— Filhão, um julgamento é um lugar onde todas as peças vão para mesa. Se não há culpa, não há condenação.
Lucca passou a mão no rosto de Mayana, era como ele a conhecia,