O silêncio que se seguiu foi denso, cortante, elétrico.
Aline empalideceu, depois ficou vermelha de raiva. Pegou a bolsa com violência e saiu da sala com os saltos estalando como tiros no chão de mármore. Nem olhou para trás.
Laura sentia o coração disparado, os lábios entreabertos, o corpo em alerta. A palavra namorada havia atingido algo profundo dentro dela. Por um segundo, ela foi invadida por um calor terno, um brilho nos olhos que quase lhe escapou.
Mas a ternura morreu cedo demais.