O relógio marcava exatamente duas horas da manhã do trigésimo dia. O ar na mansão de Enzo estava carregado com uma umidade pesada que precedia a tempestade, e o silêncio era tão denso que parecia palpável. Mariana estava sentada na beira de sua cama, calçando as botas de couro macio que não emitiam som algum contra o assoalho. Ela não usava o uniforme de babá; vestia roupas escuras e discretas, o tipo de vestimenta que permitia desaparecer nas sombras da noite paulistana.
Ela olhou para o peque