Ouro Preto amanhecia envolta em uma neblina que parecia saída de um quadro do século XVIII. O som dos sinos das igrejas barrocas ecoava pelas ladeiras de pedra sabão, misturando-se ao aroma de café fresco e terra molhada. Em uma casa de janelas largas e paredes grossas de adobe, Mariana observava o sol lamber as torres da Igreja de São Francisco de Assis. Para quem a visse ali, com um avental de linho e os cabelos presos em um coque despojado, era impossível imaginar que aquela mulher um dia co