Paris não era uma viagem de descoberta para Enzo Cavalcanti. Ele já conhecia a cidade, suas engrenagens de poder e seus refúgios de luxo. Para ele, a capital francesa era apenas um cenário familiar onde os negócios não paravam. Nos dias que se seguiram, o apartamento de altíssimo padrão que ocupavam tornou-se sua base. Às vezes, ele passava horas no escritório improvisado, mergulhado em conferências e relatórios internacionais.
— Vá sozinha, Mariana — dizia ele, sem desviar os olhos das telas.