Paris amanheceu envolta em uma névoa cinzenta e persistente, uma cortina de fumaça que parecia mimetizar o estado de espírito de Mariana. A capital francesa, com suas avenidas largas e fachadas de pedra calcária, oferecia um cenário de beleza melancólica que contrastava violentamente com a tempestade interna que ela carregava desde que deixara o hospital em São Paulo. O peso do diamante em seu dedo anelar era constante, uma lembrança tátil de que o tempo da babá havia acabado e o tempo da Sra.