O poder na Organização não era um estado de repouso; era uma corda bamba esticada sobre um abismo de traição, onde cada passo em falso ressoava como um trovão. Mariana aprendera, nos meses que se seguiram à sua estada em Paris, que a lealdade no mundo em que agora orbitava era uma mercadoria volátil, sujeita às flutuações do medo e da ambição. A primeira grande crise de sua gestão estourou como uma granada no porto de Santos, estilhaçando a calmaria aparente de seus negócios. Um carregamento cr