Seis meses haviam se passado desde que Mariana deixara Paris com o gosto do poder impregnado na pele e um contrato invisível assinado com Julian. No Brasil, o inverno dera lugar a uma primavera úmida e sufocante, mas o clima dentro da mansão Cavalcanti era de uma frieza executiva. Mariana não era mais a mulher que buscava aprovação; ela agora era a mão que movia as peças de um tabuleiro internacional que Enzo sequer desconfiava existir sob seus pés.
Ela assumira os negócios da Organização no pa