Ficamos com a testa encostada uma na outra por alguns segundos. O silêncio entre nós, nesse momento, me acalma e conforta. Ele acolhe. E, mais do que nunca, preciso dele. Ele parece perceber — e, mesmo sem eu pedir, faz exatamente o que eu preciso.
Sinto a respiração do Marcos se misturar à minha, lenta, controlada. Há tanta coisa não dita ali que não precisa ser explicada. A gente aprendeu a se reconhecer nesse espaço curto entre um pensamento e outro. Às vezes acho que é transmissão, mas não