Ficamos com a testa encostada uma na outra por alguns segundos. O silêncio não pesa.
Ela respira fundo, ajeita o Luigi com cuidado e o coloca ao lado da irmã. Movimentos calmos, seguros. Vejo nela uma mulher que mudou, mas não perdeu nada do que era. Só ganhou camadas.
— Não quero que isso vire um muro entre nós — digo baixo. — Nada escondido. Nada decidido sozinho.
Ela se vira para mim.
— Então não decide — responde simples. — Caminha comigo.
Sorrio. É isso. Sempre foi.
Sentamos no sofá outra