O sábado começa diferente.
Sem despertador. Sem telefone vibrando. Sem reuniões na cabeça.
Acordo com um som que ainda me surpreende, mesmo depois de meses. Um resmungo curto, seguido de outro. Depois um chorinho baixo, mais manha do que choro.
Abro os olhos devagar.
O Marcos já está sentado na cama, cabelo bagunçado de qualquer jeito, olhando pra mim com um sorriso cansado.
— Oi, dorminhoca?
Suspiro e sorrio também.
— Já acordei,ri.
Ele coloca os dois ao meu lado. Estão acordados. Olhos aberto