O portão fecha atrás de nós.
A casa fica para trás com o barulho baixo do motor. O caminho é conhecido, mas hoje parece diferente. Mais quieto. Mais atento. Como se tudo estivesse ouvindo.
Luana está no banco do passageiro. Olha pela janela. Mãos cruzadas no colo. A respiração controlada demais para quem está tranquila.
Dirijo sem pressa.
Alguns minutos passam em silêncio. Não é desconfortável. Mas também não é leve.
— Você ficou quieta — digo, sem tirar os olhos da estrada.
— Estou pensando —