Jamais imaginei que Robert Ricci, meu amigo de tantos anos, seria o pai da Ana.
Ela nunca falou dele além da definição dura — e justa — do homem que abandonou sua mãe grávida e nunca quis saber de sua existência.
Ouvi tudo o que ele me contou.
E, conhecendo o Robert como conheço, sei que aquela é a verdade dele.
Mas verdade não apaga consequência.
Uma mulher passou por uma gravidez sozinha.
Uma mulher morreu no parto.
E uma menina cresceu sem pai — e sem mãe.
A Ana é admirável. Forte. Generosa.