Capítulo 6
Ettore Bellucci
A noite estava densa, uma cortina escura sobre a cidade de Palermo. O ar carregava o cheiro do sal do mar misturado à poeira que se erguia das ruas agitadas. O calor da tarde se transformara em uma brisa quente, mas o peso nos meus ombros permanecia constante. O ataque no armazém tinha deixado marcas mais profundas do que eu queria admitir. O calor da violência, os olhos desesperados de quem foi derrotado e, acima de tudo, o sangue que agora estava impregnado em minha