Meu cérebro, em pânico total, decidiu que a melhor defesa era um ataque completamente estúpido.
— A academia… é muito boa? — perguntei, como se estivéssemos numa feira de negócios. — É que… eu estava pensando em começar a malhar. Você… deixa eu usar? Aqui? Às vezes?
A MORTE. SÓ A MORTE ME SALVA AGORA.
Ele continuou me olhando por uma eternidade de dois segundos. Seu olhar desceu de novo, rapidamente, do meu rosto corado ao meu corpo coberto pelo casacão velho e a calça de pijama.
Pareceu fazer um cálculo rápido e desinteressante.
Então, ele simplesmente virou de costas para mim de novo, pegando a barra como se eu fosse um fantasma um pouco chato.
— Pode usar. Enquanto eu não estiver aqui. — sua voz saiu plana, sem emoção, como se estivesse autorizando a troca de um lâmpada.
— Ótimo! Perfeito! Obrigada! — disse, as palavras saindo em um jorro de alívio agudo. — Não vou atrapalhar! Prometo! Tchau!
Me virei e quase corri para fora da academia, fechando a porta de vidro com cuidado exces