Cap.43

O interior era sombrio, iluminado por telas de máquinas caça-níqueis que piscavam luzes coloridas e faziam barulhos eletrônicos enjoativos.

Uns poucos homens e mulheres mais velhos, com olhos vidrados, se aglomeravam nas máquinas ou em uma mesa de baralho no fundo.

E então, eu o vi.

Sentado em um banco alto no balcão do bar, com um copo de cerveja pela metade na frente, e o olhar perdido na tela de uma TV de tubo que passava uma corrida de cavalos.

Luis Eduardo.

Estava mais magro e velho do que a foto que eu tinha visto nos arquivos antigos da empresa.

Mas a sua postura era de derrota. Alguém que simplesmente aceitou o que o destino lhe deu.

Meu coração deu uma volta no peito.

Era uma mistura de nojo, por ele ter se envolvido naquela merda que derrubou meu pai e uma ponta de… pena? Não. Ele fez suas escolhas.

Me aproximei sorrateiramente, circulando a sala para não passar na sua linha de visão.

Encontrei uma mesa vazia a alguns metros atrás dele, de frente e me sentei, sentind
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