O interior era sombrio, iluminado por telas de máquinas caça-níqueis que piscavam luzes coloridas e faziam barulhos eletrônicos enjoativos.
Uns poucos homens e mulheres mais velhos, com olhos vidrados, se aglomeravam nas máquinas ou em uma mesa de baralho no fundo.
E então, eu o vi.
Sentado em um banco alto no balcão do bar, com um copo de cerveja pela metade na frente, e o olhar perdido na tela de uma TV de tubo que passava uma corrida de cavalos.
Luis Eduardo.
Estava mais magro e velho do que a foto que eu tinha visto nos arquivos antigos da empresa.
Mas a sua postura era de derrota. Alguém que simplesmente aceitou o que o destino lhe deu.
Meu coração deu uma volta no peito.
Era uma mistura de nojo, por ele ter se envolvido naquela merda que derrubou meu pai e uma ponta de… pena? Não. Ele fez suas escolhas.
Me aproximei sorrateiramente, circulando a sala para não passar na sua linha de visão.
Encontrei uma mesa vazia a alguns metros atrás dele, de frente e me sentei, sentind