Cap.18
O silêncio que desceu sobre a casa depois que Laura adormeceu foi pesado, mas bem-vindo. Um alívio temporário, carregado de exaustão. Voltei para o escritório, a dor de cabeça agora uma presença surda e constante atrás dos olhos. Havia trabalho a fazer. Sempre havia.

Conectei-me a uma reunião online com dois sócios de Hong Kong.

A imagem nítida deles na tela, as vozes profissionais discutindo fluxo de caixa e logística, formavam uma barreira tênue contra o caos do andar de cima.

Por alguns minutos preciosos, consegui me perder na frieza dos números.

Foi então que começou.

Um gemido baixo, quase inaudível através da porta fechada, que rapidamente se transformou no choro solto, desesperançado e familiar.

Meus dedos, que digitavam um comando no teclado, travaram. Um dos sócios na tela disse algo e fez uma pausa, esperando minha resposta.

— Perdão, pode repetir? — disse, forçando minha voz ao tom neutro de sempre, enquanto o choro de Laura escalava no andar de cima, furando a espessura
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