Meu corpo reagiu antes do meu cérebro. A xícara foi largada na mesa com um baque, o chá respingando.
Levantei como um raio, a dor de cabeça esquecida, e atravessei o escritório e o corredor em poucas passadas largas. Subi as escadas dois degraus por vez, o coração batendo forte no peito não de esforço, mas de um medo súbito e primitivo.
Empurrei a porta do quarto de Laura e o ar saiu dos meus pulmões.
Minha filha estava no chão, sentada no meio de um caos de bloquinhos de madeira. A casinha de