Angel
O toque insistente me arrancou da paralisia. Respirei fundo, forçando-me a um estado de calma que não sentia. Se fosse Carolina, eu não lhe daria o prazer de me ver desestruturada. Deslizei o dedo pela tela e atendi.
— Oi — minha voz saiu mais rouca do que eu esperava.
— Oi, amor. — A voz dele. A voz dele, e não a dela. — Estou surpreso por estar acordada tão cedo!
A voz de Lucas. Reconfortante e irritante ao mesmo tempo. Ele falava num tom tão normal, como se a noite anterior não tivesse