A frase caiu como veneno sobre a mesa. E pela primeira vez em muito tempo, eu não abaixei os olhos. Eu não engoli em seco. Eu não pedi desculpas por existir. Eu olhei diretamente pra ele, minhas sobrancelhas arqueadas.
— Talvez o senhor devesse se preocupar mais com o que sai da sua boca do que com o que entra na minha — respondi, com a voz firme, calma, quase perigosa.
Minha mãe ficou imóvel. O garfo dela parou a caminho da boca, e seus olhos foram de mim para ele, como se esperasse que