Evelyn
Tia Betty estava estranha desde que atendeu a porta, que já fazia quase duas horas. Não era o tipo de nervosismo barulhento, de quem derruba coisas e fala demais. Era o outro. O silencioso. O jeito de quem fica atento à porta como se ela fosse morder a qualquer momento. Os ombros mais rígidos, o olhar que escapava da conversa a cada ruído vindo da rua. Um estado de alerta que não combinava com aquele fim de tarde inocente, cheio de cheiro de pão quente e vento frio de interior.
Eu t