Dante
Cinco horas antes.
Eu ainda sentia o corpo pesado da madrugada quando chegamos a Bournemouth. A estrada tinha sido longa, silenciosa demais, dessas que deixam espaço para pensamentos que a gente preferia evitar. Assim que paramos em frente à casa de Adam, fiquei no carro, com as mãos apoiadas no volante, observando o Asher descer e bater na porta. O vento frio entrou pela janela entreaberta e me fez apertar o maxilar. Nada. Ele voltou poucos minutos depois, balançando a cabeça.
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