Dante
Eu fiquei parado ali, segurando aquele buquê enorme como se ele fosse um escudo ridículo contra qualquer coisa que eu pudesse sentir.
Evelyn abriu a porta e me encarou como se eu fosse um estranho… e, ao mesmo tempo, como se eu fosse alguém que ela já conhecesse demais. O rosto ainda guardava aquela expressão de quem não dormiu direito. Os olhos fundos, a pele pálida demais para alguém que sempre pareceu feita de luz.
Eu engoli em seco.
— Desculpa aparecer tão cedo… — minha voz