Ela me observava, sem piscar.
— Engraçado... sabe que pra mim, ele ainda é o mesmo de antes? — respondeu Maria, levantando uma sobrancelha. — Pode ter mudado de lugar, de roupa, até de jeito de falar, mas no fundo ele ainda é só o Rafa.
— O mesmo garoto. — Dei uma risada curta, mas o peso da memória me atingiu em cheio.
— Lembra, Hector? — MARIA — Quando a gente fugia pra jogar bola no campo? Você, eu, a Ayla, o Davi? — Suspirei, sentindo o calor da nostalgia. — São momentos que, sinceramen