Isadora
O despertador corta o silêncio da suíte às cinco da manhã. Não durmo. Passo a noite em claro, observando as sombras no teto e sentindo o peso do envelope de dinheiro que Daniel me devolveu no cofre. O gesto dele é um aviso silencioso, uma bofetada de luva de pelica: ele não é um subordinado. Ele não está à venda.
Levanto-me e sinto o frio do mármore sob os pés, um gelo que parece subir pelas minhas pernas e se alojar no peito. Escolho um vestido de linho cru, minimalista, que custa o pr