Lisanne fechou o último dos livros com um suspiro que não era apenas de cansaço. Havia reorganizado a estante inteira da varanda interna — duas vezes. Passara os dedos por capas que já conhecia, lera trechos aleatórios, trocara volumes de lugar como quem tenta distrair a mente do que realmente a incomoda.
Mas nada mudava o fato: aquele vazio persistente continuava crescendo por dentro. Não era ausência de algo externo — era um eco interno que começava a soar alto demais para ser ignorado.
Ela s