Lilian
Bip. Bip. Bip.
O som atravessava minha consciência como pequenas facas. Longe e perto ao mesmo tempo. Insistente. Inescapável.
As vozes ao redor eram murmúrios arrastados, como se alguém tivesse colocado o mundo debaixo de água. Tudo abafado, tudo distante, tudo errado.
Tentei mover um dedo. Depois o braço. Senti como se toneladas estivessem sobre mim, como se um caminhão tivesse passado pelo meu corpo inteiro. A dor era profunda, quente, latejante.
Minhas pálpebras pesavam, mas eu forc