LAIKA
Meus olhos se abriram num sobressalto e dei por mim dentro da caverna, onde filetes de luz dourada atravessavam a abertura irregular. Ainda era manhã, o segundo dia, e, por algum descuido imperdoável, eu dormira. Ao tentar me erguer, percebi que mãos e pernas estavam amarradas. Um soluço escapou-me enquanto eu vasculhava o entorno à procura de respostas.
— Joy, o que aconteceu?
— Estamos no covil de MOLART.
Um tremor percorreu-me da nuca aos calcanhares. Eu não fazia ideia do que fazer. O