Eliza
Eu sempre acreditei que o corpo fala antes da boca. E, nas últimas semanas, o corpo da minha neta vinha falando alto enquanto ela insistia em repetir que estava bem.
Naquela manhã, eu estava na cozinha, passando manteiga no pão, quando ouvi os passos dela descendo as escadas devagar demais para alguém da idade dela.
— Bom dia, vovó. — ela disse, puxando a cadeira.
— Bom dia, minha menina. — respondi, observando o rosto dela.
Antonella estava mais pálida, os olhos um pouco fundos. Pela ter