Auriel
“Do que você se lembra, querida?” A enfermeira questiona, sua voz suave como uma carícia, mas sinto um peso ao tentar responder, minha mente um labirinto de memórias fragmentadas.
Vasculho cada canto da minha memória, buscando qualquer traço recente, mas é como tentar segurar água com as mãos.
“Lembro apenas que eu tentei fugir e fui esfaqueada na perna. Tudo depois disso, eu...” respondo, encolhendo os ombros, a frustração misturada com uma exaustão que faz meu corpo parecer mais pesado