Auriel
Me olho no espelho do banheiro do hospital, o reflexo pálido devolvendo um olhar cansado, quase irreconhecível, enquanto passo os dedos pelos cabelos opacos, os fios sem vida implorando por uma hidratação que parece um luxo distante. Tento arrumá-los, puxando-os para trás, mas a falta de brilho reflete a exaustão que pesa em meu peito, uma mistura de alívio por estar viva e uma inquietação que não me deixa em paz.
Finalmente recebi alta do hospital. O ferimento em minha perna, agora redu