O hospital tinha um ritmo próprio, indiferente a qualquer coisa que não fosse urgente.
Macas cruzavam corredores como se obedecessem a uma coreografia invisível. Telefones tocavam. Monitores apitavam. Pessoas choravam baixo em cadeiras de plástico. A vida ali era sempre agora.
Estela acompanhava a residente pelos corredores, o jaleco fechado até o último botão, o crachá visível, os passos firmes. Andava meio passo atrás — posição exata entre aprender e ainda não decidir.
Anotava. Observava. Res