O sol atravessava as frestas da persiana em linhas tortas, cortando o quarto em faixas douradas que não combinavam com o estado geral do ambiente.
O dormitório estava um caos honesto: bolsa caída, maquiagem aberta sobre a escrivaninha, uma meia perdida perto da porta. O cheiro era uma mistura de perfume doce, desodorante e a lembrança distante de bebida barata.
A porta se abriu com força demais para aquela hora.
— Nunca mais eu bebo — Clara decretou, largando os saltos no chão como quem se livr