O dormitório cheirava a sabonete barato e cansaço antigo. Havia roupas penduradas atrás da porta, um ventilador fazendo barulho irregular e a luz amarelada que nunca era suficiente nem para estudar, nem para descansar.
Estela entrou devagar, fechando a porta com cuidado automático. Largou a mochila no chão sem se dar ao trabalho de organizar. O zíper ficou meio aberto, como se até aquilo estivesse exausto.
Sentou na cama ainda de jaleco, como se tirar aquela roupa fosse admitir que o dia tinh