O hospital não fazia parte da rotina de Pedro Felipe.
Ele entrou já impaciente, sustentando o peso do corpo do amigo no próprio ombro, atento demais aos passos, às portas, ao chão claro que parecia sempre limpo demais para a urgência que carregava.
— Foi do nada — dizia o outro, pálido, tentando parecer melhor do que estava. — Tontura, falta de ar…
Pedro assentia, mas os olhos já procuravam alguém. Não por socorro — por comando. Sempre foi assim. Ele entrava nos lugares esperando entender como