A loja tinha cheiro de tecido novo e expectativa demais para caber naquele espaço estreito. Rolo de tule empilhado, espelhos altos, luz branca que não perdoava inseguranças. Minha mãe andava de um lado para o outro com a prancheta na mão, conversando animada com a costureira como quem estivesse orquestrando um espetáculo — e, de certa forma, estava.
Havia brilho nos olhos dela. Um tipo específico de alegria, concentrada, quase obstinada. Daquelas que não aceitam falhas