Ponto de Vista de Serena
Acordar não foi como nos filmes. Não foi repentino, nem claro, nem rápido. Foi como emergir debaixo d’água, onde as vozes chegavam abafadas, distantes, e aos poucos os sons, os cheiros e, depois, as formas começaram a tomar forma.
Primeiro ouvi a voz dele. Máximo. Aquele tom grave, firme, e ao mesmo tempo tão cheio de amor, tão carregado de desespero, como se ele estivesse me segurando pela mão, me chamando de volta pra vida.
— Amore… por favor… volta pra mim… volta… eu