79. O ENIGMA DO ENVELOPE CINZA
As últimas semanas haviam deixado Leonardo em um estado de exaustão silenciosa.
O homem que costumava dominar salas de reunião e subjugar executivos com um único olhar agora se via aprisionado dentro da própria mente — um labirinto de lembranças, arrependimentos e segredos mal resolvidos.
Desde que soubera sobre o verdadeiro destino de Camila, tudo o que tocava parecia ruir.
Nem o império bilionário que construíra parecia capaz de conter a sensação crescente de que algo — ou alguém — o observava.
Naquela manhã, o edifício da Villar Corporation pulsava em ritmo normal. Funcionários passavam apressados pelos corredores, o som dos teclados preenchia o andar da TI, e nada indicava que o caos estava prestes a se manifestar.
Mas, de repente, sem aviso, as telas começaram a piscar.
Primeiro uma. Depois outra.
E logo, como uma reação em cadeia, todos os monitores do setor se acenderam com uma imagem cinza e sem som, que piscava rapidamente antes de desaparecer.
Linhas de código indecifráveis