CAPÍTULO 72 — CAFÉ NA CAMA
O quarto ainda estava em meia penumbra quando Camila acordou, com a sensação estranha de que o mundo tinha mudado, mas tudo ao redor parecia igual. As cortinas pesadas filtravam a luz do começo da manhã em faixas douradas que escorriam pelo chão de madeira até a base da cama, o ventilador girava num ritmo constante lá em cima, e, do lado de fora, chegavam sons distantes da Hacienda despertando: um motor de caminhonete roncando no pátio, vozes trocando instruções em espanhol, algum metal se choca