Rafael não duvidou nem por um segundo do que faria quando tirou Camila do corredor, segurando a cintura dela como se temesse que qualquer interferência externa pudesse arrancá-la dele de novo. O corpo dele estava tenso de um jeito que ela nunca tinha visto, como se o simples fato de caminhar ao lado dela fosse pouco para conter tudo que estava acumulado desde a carta e desde o confronto com Valentina. Ele a levou até o quarto que usava quando precisava de silêncio na casa principal — um quarto que ninguém ousava entrar, um espaço reservado, protegido, delimitado pelas próprias mãos.
Assim que entrou, Rafael fechou a porta e trancou, não porque temesse interrupções, mas porque não aceitaria a menor chance de alguém ver o que aconteceria ali. Camila tentou dizer alguma coisa, puxando o ar para organizar a própria mente, mas ele já estava diante dela, segurando o rosto com firmeza, como se só conseguisse pensar melhor quando a tocava.
— Você não faz ideia do que provocou aqui dentro — el