Por fora, a Hacienda seguia igual; por dentro, Camila sentia como se ela e Rafael vivessem em casas diferentes, ligadas apenas por corredores longos. Nada de brigas, nada de portas batidas, só afastamentos pequenos que, somados, viravam abismo.
Naquela tarde, ela estava na sala com Ingrid, marcando datas no pré-natal, quando ouviu o motor do sedã de dentro. Não era carro de funcionário; era o que Rafael usava quando precisava “se apresentar bem”. O relógio marcava quase cinco. Ingrid continuou