Camila já tinha decidido que não ia mais vigiar horário, mas o corpo não obedecia. Naquela noite, o quarto estava meio às escuras, só o abajur aceso, e ela fingia ler qualquer coisa enquanto, no fundo, contava os minutos até Rafael aparecer. Ele entrou mais tarde que o habitual, casaco sobre o braço, barba por fazer e o celular preso à mão como se fosse parte dele.
Jogou o casaco na poltrona, sentou na beira da cama para tirar os sapatos e, nesse movimento banal, o celular vibrou no colo. A luz