A sala de monitoramento da Hacienda parecia uma caixa de vidro cheia de luz azul e mapas pulsando. Esteban, o analista de rastreamento que Herrera arrastara para o caso, digitava sem parar, enquanto Nicolás rondava atrás dele com uma caneca de café frio na mão.
— Me diz que isso não é só coincidência — Nicolás falou.
— Coincidência não costuma repetir placa, horário e rota por três semanas — Esteban respondeu, ampliando o mapa. — Este caminhão aqui, ó.
Um traço vermelho serpenteava pela tela, aproximando-se da estrada de acesso à Hacienda para, em seguida, se afastar outra vez.
— Ele passa a menos de dois quilômetros do portão, em dias alternados — explicou. — Nunca entra, nunca para, só reduz a velocidade como se estivesse conferindo o terreno.
Herrera apareceu na porta, o paletó aberto.
— E você acha que é o Mena? — perguntou.
— Acho que é alguém dirigindo como caminhoneiro que já fez essa conta antes — Esteban corrigiu. — E não é só a estrada da Hacienda.
Ele mudou de tela. O mapa