CAPÍTULO 205

O clima entre eles ainda estava pesado desde a briga na sala de arquivos, mas o dia tinha andado, o bebê tinha mamado, chorado, dormido de novo, e a rotina empurrava os dois para frente. Era fim de tarde quando Rafael apareceu na porta do quarto, sem gravata, o rosto cansado.

Camila estava na poltrona, o filho apoiado no peito, a mão fazendo carinho automático nas costas pequenas.

— Ele dormiu? — Rafael perguntou, num tom baixo.

— Está quase.

Ele entrou devagar, fechou a porta e ficou perto da cama, sem se aproximar da poltrona.

— Como você está?

— Cansada, preocupada, irritada com você e grata por ele estar bem. — ela disse. — E você?

— O mesmo — respondeu. — Com a diferença de que eu mereço mais parte dessa irritação.

Ele olhou para o bebê, depois para ela.

— Posso segurar?

Camila hesitou. A imagem dele rasgando papéis voltou, depois veio outra: ele na porta da sala de cirurgia, branco de medo. Olhou para o filho, para o jeito como ele se agarrava à blusa dela.

— Pode. Senta aqui.

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