Camila parou na porta e precisou de um segundo para entender a cena. A mesa de Rafael estava coberta por pastas abertas, envelopes rasgados e tiras de papel; a lixeira cheia de documentos destruídos. Ele, de mangas dobradas, rasgava mais um maço.
Ela fechou a porta.
— O que você está fazendo?
Rafael ergueu os olhos, largou o bolo de folhas.
— Eliminando lixo velho. Papel que só serve para dar munição para gente errada.
Camila se aproximou, lendo cabeçalhos cortados, datas, carimbos, o sobrenome